Queimadas no Brasil em 2024: qualidade do ar em alerta e ameaça ao clima
As queimadas no Brasil aumentaram de forma expressiva em 2024, com destaque para a Amazônia e o Pantanal. Incêndios recordes destroem biomas, pioram a crise climática e comprometem a qualidade do ar.
As queimadas no Brasil em 2024 cresceram de forma alarmante. Até 25 de agosto, o INPE já havia registrado mais de 80.000 focos de calor no país. A Amazônia seguia como o bioma mais afetado, com mais de 45.000 focos apenas em agosto — cerca de 57% do total nacional. Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica também enfrentavam níveis críticos de devastação.
A gravidade foi agravada pela seca extrema. Entre 1º e 13 de agosto, foram mais de 12 mil focos de calor; em apenas 24 horas, entre os dias 11 e 12, houve 3.670 novos focos. Estados como Roraima, Pará e Mato Grosso estavam entre os mais atingidos, com vastas áreas destruídas e a população ameaçada pelas densas colunas de fumaça.
Essas queimadas não apenas devastam a biodiversidade: liberam grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera, acelerando o aquecimento global. A fumaça compromete a qualidade do ar e agrava problemas de saúde, especialmente em crianças, idosos e pessoas com condições respiratórias.
O cenário é preocupante. É urgente que poder público, empresas e sociedade civil unam esforços para prevenir e combater os incêndios — com políticas eficazes, fiscalização rigorosa e práticas sustentáveis. A proteção dos nossos biomas é crucial para garantir um futuro sustentável.
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